ArtigoExperiência

Os 5 Sentidos, o Tato e a Massagem Tântrica

Universe of Inner Alchemy - Madeira Portugal - Gestalt and Tantra

Por Sara Jardim

5 Sentidos: Audição, Visão, Olfato, Paladar, Tato. Desde que nos tornamos seres que somos ensinados a treinar, apurar, a descobrir e a testar os nossos sentidos.

Na audição aprendemos a fala, as palavras, reconhecemos os sons da natureza, dos animais, as notas, a harmonia e a música. Descobrimos e brincamos com os sons, testamos e criamos com eles, gostamos mais deste tipo ou daquele tipo de melodias, expressamo-nos através deles.

Na visão somos ensinados as cores, as formas, aprendemos a ver, a analisar – por exemplo uma obra de arte – aprendemos as formas, a ver as sombras, ou um nascer do sol. Usamos óculos quando a visão não está a 100% e cuidamo-la sempre.

O olfato esse, mostra-nos o mundo dos cheiros, nos perfumes aprendemos a diferenciar frutados, citrinos, e orientais. Ensinamo-lo, despertamo-lo com os aromas dos vinhos ou até de um bom café. Identificamos aromas, e fazemos até tratamentos de aromaterapia.

No paladar então, a escola está bem desenvolvida. O estudo a brincadeira, o treino e a experimentação com os vinhos, e gastronomia faz as alegrias de todos nós.

E o tato? O que fazemos com o tato?

Apesar de ser o maior órgão do corpo humano com cerca de 2 m2 de área, pouco aprimoramos a nossa pele e as suas sensações. Quem sou eu neste corpo? Como me sabe o toque? Quando gosto de um toque mais intenso, e quando é que me sabe melhor um mais levezinho? Em que partes do corpo sinto mais, em quais sinto um leve arrepio? E quais sinto pouco, mesmo pouco? Em que outras o toque me confere um conforto? Como me sabe um toque nos dedos dos pés, ou no couro cabeludo ou mesmo debaixo dos braços? Que mapeamento fiz deste que é o meu instrumento fundamental de presença física e de contacto com o que me rodeia. E como o melhoro, como o especializo, como o libero, como o aprumo?

Fui isso que encontrei com a Althea Alchemy. Eram 11: 30 da manhã quando cheguei ao gabinete da Althea em pleno Funchal, acima da Sé Catedral. Já conhecia o espaço de outros trabalhos. É um sítio quente, acolhedor e cheio de mensagens positivas. Entrámos, sentei-me e falámos por um pouco sobre todos estes temas do toque, das emoções, das limitações que ainda sentimos na experimentação e na descoberta do nosso corpo, e claro falámos de sexo. Porque sexo só vale com muito toque, e para eu saber dizer a outro onde me tocar e de que forma o fazer, tenho eu de o saber primeiro. Nessa conversa explorámos em pormenor o que aconteceria, com o que é eu me sentiria mais confortável ou menos confortável (que se devesse evitar). Há sempre a presunção de que Tantra tem a ver com sexo. E não é mesmo nada disso (exceto no ponto em que o melhora) e tem mais a ver com um desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspetos físico, mental e espiritual.

De seguida passámos à massagem e aí, até brincos são despidos. Todo o corpo é tocado e massajado sem tabus, nem barreiras (exceto as q se colocaram na conversa inicial), e tudo é jogo. E durante 2 horas tive oportunidade de fazer uma viagem pela minha extensa e fantástica superfície, reaprendendo a sentir, a deixar-me ir, a focar-me no momento presente e a estar no meu corpo de espirito e alma, sem que um único pensamento me assolasse a mente. Nem trabalho, nem filhos, nem relações, nem problemas, nem coisa alguma. Ali somos apenas um corpo de que sente. Althea é a maestrina perfeita desta sinfonia, percebendo e quase que antecipando aquilo q o corpo nos pede, sem nunca se trocar uma palavra, ora mais força, ora menos, ora que a mão siga para ali, ora que siga para acolá, a mim pareceu-me que lia subliminarmente os meus pedidos e os meus comandos.

O tempo voou, asseguro-vos, duas horas que passam num piscar de olhos e que para mim, podiam durar a tarde inteira. Depois de terminar sentámo-nos e falámos um pouco sobre o que havia acontecido, as sensações que se haviam despertado e também sobre aquilo que nos apeteceu falar, porque às vezes o corpo tem memórias das quais a mente não se lembra e às vezes a alma precisa de fazer alguma investigação.

Se ainda é daqueles que não sabe o que oferecer de especial ao seu/sua companheiro.. ou mesmo a ti mesmo.. esta.. é uma prenda que quererás repetir. Visita o espaço da Althea e vemo-nos por lá.


Sobre Sara Jardim:

Speaker & Storyteller – Orador e Contador de histórias. Prêmios: Comunicador Competente/Comunicador Bronze/Comunicador Prata/Comunicador Ouro, Líder Competente/Líder Avançado Bronze, Vencedora de Concurso de Discursos de Avaliações Toastmaster – Clube, Área, Divisão – Maio 2016.
Facebook: @sarajardimspeakerstoryteller